Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Ele ainda existe!

Uma das surpresas que tive ao visitar estande por estande da Bienal foi a presença de um brinquedo que há muito eu não tinha notícia. Quem é da minha geração deve se lembrar bem do Tamagotchi, o bichinho eletrônico que foi febre da pré-adolescência e dos já adolescentes!

Tamagotchi é mais uma invencionice japonesa, possivelmente pensada por um japonês que para economizar espaço colocou o “melhor amigo” no visor mínimo de uma maquininha.

Mas quem pensa que o bichinho não dava trabalho se engana! Ele tinha que ser alimentado, brincar, receber carinho, dormir e levar toda uma rotina de animalzinho de verdade. Caso contrário, rosnava, chorava e até morria! Lembro de amigos que faziam questão de matar o Tamagotchi (de fome, sede...) por prazer! (Risos)

Devo ter querido meu Tamagotchi, mas não o tive. Lá em casa os cachorros de verdade sempre reinaram. Depois, a moda passou e eu achava que ele tinha acabado de vez, por isso a surpresa.

E você, teve o seu Tamagotchi?
Curiosidade! Acabo de ler na Wikipédia que a mais nova versão do Tamagotchi, o Tamagotchi Connection V5, vem com opção de família, onde ao se comunicar com outro tamagotchi o casal pode até ter filhotes. A V5 tem 3 tamagotchis dentro de um ovo. Depois, quando tiverem idade, os bichinhos podem casar por TV (do tamagotchi) ou por comunicação (infravermelhos).
Imagem: Isolda Herculano.

Domingo, Novembro 01, 2009

Poesia no varal

A primeira vez que ouvi falar na ideia achei genial. Imagine a cena: uma coleção de poemas pendurados em um varal, poetas esporádicos ou profissionais escolhendo e recitando em seguida. Sim, pode escolher mais de um, o importante é respeitar a fila e prezar pela diversidade. O paraíso, eu diria, para quem é chegado no negócio.

Sob a coordenação e o entusiasmo do Ricardo Cabús (@rcabus) a edição especial do Papel no Varal na Bienal deste domingo (1°) foi um sucesso. Eu, que já sentia uma atração tremenda pela temática, adorei. Recitei três poemas: Cogito (Torquato Neto), Amor Bastante (Paulo Leminski) e O Cúmplice (Jorge Luis Borges). Só não fiquei mais pelo adiantado da hora.

OLHA EU AÍ TODA PROSA (E POESIA)!

Ficou com água na boca? Então posso lhe dar a notícia boa de que no próximo sábado (7), às 20h, tem mais. O Papel no Varal estará no estande da SECULT/Biblioteca Pública. Amantes da poesia: compareçam! Soltem o poeta que mora dentro de vocês e pede para sair. Até lá!

Imagem: blog Cacos Inconexos.

O Berro Novo do Jessier

Jessier Quirino é um multi-artista paraibano que dispensa apresentações; caso você as queira dê um clique aqui e siga para a página do poeta. Sua passagem pela Bienal na noite deste domingo (1°) – que pela proximidade do feriado ficou com cara de sábado – foi costumeira: de um sucesso impecável, apesar dos burburinhos de uma criança que no começo do show disputou a atenção da platéia. Categórico e quase gentil ele fez os seus queixumes e prosseguiu. Afinal, não era o berro de um menino novo que iria atrapalhar o Berro Novo do Jessier.

Berro Novo, para quem não sabe, e nem eu sabia, é o seu novo livro, um ajuntamento de causos à moda do artista, tipicamente regido pela vivência matuta. No estande da editora estava sendo vendido a R$ 30 com direito a autógrafo grátis. Não levei o meu, mas recomendo desde já a qualquer um e a todos, pois o poeta vale à pena, desde a superfície da graça de suas palavras até a profundidade do olhar crítico e clínico que lança sobre as coisas da vida.

Jessier, o artesão do pensamento, é dessas pessoas que tenho orgulho de ser contemporânea. Jessier, o homem, não conheço, mas me pareceu tímido – como assumiu em uma de suas passagens. Pouco importa. Com qual facilidade me faz rir e às vezes querer chorar.

Abaixo vídeo com a história de um dos personagens mais famosos de Jessier: Mané Cabelim. Vale pelo áudio. Divirtam-se.

Imagens: Google Imagens.

Falando de acessibilidade

Num evento com o porte da Bienal é imprescindível a pronúncia de uma palavrinha mágica chamada acessibilidade. E é lógico que eu gostei de vê-la, em letras garrafais, chamando atenção no estande do Ministério da Educação, que até quarta-feira (4) ficará sob os cuidados do atencioso Ricardo.

Ótima oportunidade para conhecer uma coleção de livros em Braile, para deficientes visuais, e um dicionário em Libras, a língua brasileira dos sinais, para deficientes auditivos. Esse segundo, eu, particularmente, não conhecia e achei um barato!

Vale à pena conferir e enaltecer essa tentativa de tornar a educação um bem comum a todos. Afinal, são nossas diferenças que nos fazem iguais.


Imagem: Isolda Herculano.

Mania de grandeza

E por falar em tamanho, uma das primeiras atrações quando o visitante adentra o espaço da Bienal é uma mega-versão de O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, a maior do mundo, já confirmada pelo Guinness Book, o livro dos recordes. O exemplar de 1,54 metro de largura e 250 quilos faz a alegria da criançada. De todas as idades, claro.


Imagem: Isolda Herculano.

Brincadeira de gente grande

Conhecer e poder interagir com o conhecimento: tem coisa melhor? Quem for visitar o espaço da Bienal vai ter a oportunidade de testar aquilo que aprendeu ao longo da vida através dos gigantes caça-palavra e a maior palavra cruzada do mundo. Adultos se divertem como criança!


Imagem: Isolda Herculano.

Palavra de mãe

A Gianina é mãe da Alicia e uma grande incentivadora do hábito de ler que, segundo ela, é de toda a família. Eu encontrei com essas duas figuras especiais nos corredores da Bienal e não pude deixar de lhes abordar para uma breve, mas feliz, conversa. Acompanhem, vocês vão gostar.

Queima de estoque!

E quem foi que disse que só a Insinuante, a Ricardo Eletro, as Casas Bahia e as Lojas Guido têm as melhores ofertas do mercado?

Na Bienal o leitor pode encontrar livros a preço de banana!

Não perca a chance de levar conhecimento para casa. É para a vida inteira.


Imagens: Isolda Herculano.

Sábado, Outubro 31, 2009

Por trás do fantoche

É perceptível a atenção da organização da Bienal com as crianças esse ano. Os pequeninos têm a opção de ver seus personagens preferidos perambulando pelos corredores, entrar em contato com material didático, livros, brinquedos educativos, atividades etc. Tudo fica bem visível e ao alcance das mãos deles.
Esse cuidado especial acaba sendo bom para quem veio ao evento com o intuito de atrair o público infantil, como é o caso da Dane, da empresa paulista Jodane Livros e Fantoches. O trabalho dela, que confecciona fantoches e dedoches, depende, porém, de um elemento fundamental: o contador de história que deve existir nos pais e/ou responsáveis das crianças. No vídeo abaixo ela toca no assunto a sua maneira. Veja:

Informações sobre os produtos da Jodane Livros e Fantoches no: www.jodane.com ou na Bienal. Visite!

Imagens: Isolda Herculano.

Lugar de criança... é na Bienal!

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