sexta-feira, julho 20, 2012

Religare*?

Google Imagens
Em Alagoas, os supostos rituais que o ex-presidente Fernando Collor seria adepto, segundo sua ex-mulher, não são um assunto novo nem causaram alarde com a reportagem exibida no último domingo pelo “Fantástico”. A história por aqui já está gasta, jornal de ontem. Tanto é que o apelo pelo aumento do “salário” dela chamou mais atenção.

Também não é novidade que manifestações religiosas são comumente usadas para denegrir a imagem de alguém. Antes, os protestantes eram chamados pejorativamente de “crentes” e ser “crente” era motivo de chacota. Esse tempo, não muito distante, passou. Hoje, que ser católico está ficando fora de moda, a expressão “crente” – usada de forma negativa – quase não existe. E os evangélicos são uma massa crescente no Brasil, confirmada pelos números recentes do IBGE. Os espíritas, alvo preferido dos grupos cristãos dominantes, continuam olhados de nariz torcido – mas mantêm uma distância higiênica das discussões estéreis e vão crescendo ao seu ritmo.

Não vou bancar a advogada do ex-presidente, pois não sou diplomada para isso e ele deve ter os melhores defensores do País ao seu dispor. Mas, e se ele fizer trabalhos com mães ou pais de santo? E se decidir se isolar por dias num porão escuro para conseguir o que deseja? E se sacrificar animais (carneiro, galinha, boi) para sua entidade? Se não me engano, a maioria dos que criticam esse hábito sacrifica os mesmos animais para comer, sem qualquer misericórdia. O que têm os outros com isso? Não sei. Até porque a liberdade de culto religioso ainda é garantia constitucional. Ou não é mais?

Eu não tenho religião nem acredito em rituais, no poder dessas coisas todas, embora considere os dogmas mais inofensivos do que os seus seguidores. Mas, assimilo com facilidade o pensamento de que qualquer um pode se manifestar como queira, desde que não fira o outro, sua liberdade e respeite as leis vigentes. O resto é preconceito, golpe baixo. É querer viver sem deixar viver.

*Religião, em latim, que admite como um dos seus significados a “religação com o divino”.

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domingo, abril 22, 2012

A França, além do destino turístico

Dia importante na França hoje, mas que merece o olhar de toda comunidade internacional, inclusive do Brasil. São muitos os brasileiros na França - turistas ou não - e o governo Sarkozy não foi um dos mais generosos com os imigrantes. É claro que tudo está dentro de um contexto econômico difícil para vários países da Europa e não podemos avaliar se outro governante seria mais ou menos brando com a questão.

O fato é que deveríamos ficar de olho nessa eleição, que só deve se definir em maio com o segundo turno com uma chance enorme da vitória do socialista François Hollande. O que significará isso para a França e para o mundo hoje? Que modelo socialista esse futuro presidente vai implantar e o que isso significará, globalmente? 

É isso. Vamos olhar a França um pouco além do país das férias dos nossos sonhos.

Foto: Reuters

terça-feira, abril 17, 2012

Lula and Sarney

Não tenho nada contra a pessoa Lula, porque não a conheço. Agora me estranha que tantos acreditem na figura política/ideológica do ex-presidente, que depõe todos os dias contra a história que criou. Essa foto com Sarney é só mais uma ilustração; existem tantas outras. Sei que vai ter gente dizendo que é apenas um ato de caridade, de um ser humano com o outro. Mas esse argumento é dos mais fraquinhos.

Foto:Ricardo Stuckert/Divulgação/Instituto Lula.

terça-feira, abril 10, 2012

Meu erro

Os erros são sempre assuntos polêmicos, desde que sejam nossos. No fim das contas, acabamos não tendo tanto pudor assim com o erro dos outros. Por isso, a seção “Meu erro”, no site da Revista Época, chamou de imediato minha atenção.

Ela aponta profissionais de destaque em áreas variadas assumindo publicamente o que consideram o grande erro de sua trajetória. Um reforço à máxima de que todos erram, não importa se no comando de um templo budista ou de uma equipe de voleibol profissional.

O mais interessante de tudo é que os erros não determinaram o fracasso do errante em questão, mas sua oportunidade de recomeçar fazendo melhor, fazendo diferente. Pode parecer meio piegas, mas quando erramos colocamos à prova nossa própria capacidade de acertar novamente. Outro erro desses, contornáveis.

Recomendo a leitura e a reflexão sobre os próprios erros e acertos: http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/meu-erro/