Uma das surpresas que tive ao visitar estande por estande da Bienal foi a presença de um brinquedo que há muito eu não tinha notícia. Quem é da minha geração deve se lembrar bem do Tamagotchi, o bichinho eletrônico que foi febre da pré-adolescência e dos já adolescentes!
Tamagotchi é mais uma invencionice japonesa, possivelmente pensada por um japonês que para economizar espaço colocou o “melhor amigo” no visor mínimo de uma maquininha.
Mas quem pensa que o bichinho não dava trabalho se engana! Ele tinha que ser alimentado, brincar, receber carinho, dormir e levar toda uma rotina de animalzinho de verdade. Caso contrário, rosnava, chorava e até morria! Lembro de amigos que faziam questão de matar o Tamagotchi (de fome, sede...) por prazer! (Risos)
Devo ter querido meu Tamagotchi, mas não o tive. Lá em casa os cachorros de verdade sempre reinaram. Depois, a moda passou e eu achava que ele tinha acabado de vez, por isso a surpresa.
E você, teve o seu Tamagotchi?
Curiosidade! Acabo de ler na Wikipédia que a mais nova versão do Tamagotchi, o Tamagotchi Connection V5, vem com opção de família, onde ao se comunicar com outro tamagotchi o casal pode até ter filhotes. A V5 tem 3 tamagotchis dentro de um ovo. Depois, quando tiverem idade, os bichinhos podem casar por TV (do tamagotchi) ou por comunicação (infravermelhos).
A primeira vez que ouvi falar na ideia achei genial. Imagine a cena: uma coleção de poemas pendurados em um varal, poetas esporádicos ou profissionais escolhendo e recitando em seguida. Sim, pode escolher mais de um, o importante é respeitar a fila e prezar pela diversidade. O paraíso, eu diria, para quem é chegado no negócio.
Sob a coordenação e o entusiasmo do Ricardo Cabús (@rcabus) a edição especial do Papel no Varal na Bienal deste domingo (1°) foi um sucesso. Eu, que já sentia uma atração tremenda pela temática, adorei. Recitei três poemas: Cogito (Torquato Neto), Amor Bastante (Paulo Leminski) e O Cúmplice (Jorge Luis Borges). Só não fiquei mais pelo adiantado da hora.
OLHA EU AÍ TODA PROSA (E POESIA)!
Ficou com água na boca? Então posso lhe dar a notícia boa de que no próximo sábado (7), às 20h, tem mais. O Papel no Varal estará no estande da SECULT/Biblioteca Pública. Amantes da poesia: compareçam! Soltem o poeta que mora dentro de vocês e pede para sair. Até lá! Imagem: blog Cacos Inconexos.
Jessier Quirino é um multi-artista paraibano que dispensa apresentações; caso você as queira dê um clique aqui e siga para a página do poeta. Sua passagem pela Bienal na noite deste domingo (1°) – que pela proximidade do feriado ficou com cara de sábado – foi costumeira: de um sucesso impecável, apesar dos burburinhos de uma criança que no começo do show disputou a atenção da platéia. Categórico e quase gentil ele fez os seus queixumes e prosseguiu. Afinal, não era o berro de um menino novo que iria atrapalhar o Berro Novo do Jessier.
Berro Novo, para quem não sabe, e nem eu sabia, é o seu novo livro, um ajuntamento de causos à moda do artista, tipicamente regido pela vivência matuta. No estande da editora estava sendo vendido a R$ 30 com direito a autógrafo grátis. Não levei o meu, mas recomendo desde já a qualquer um e a todos, pois o poeta vale à pena, desde a superfície da graça de suas palavras até a profundidade do olhar crítico e clínico que lança sobre as coisas da vida.
Jessier, o artesão do pensamento, é dessas pessoas que tenho orgulho de ser contemporânea. Jessier, o homem, não conheço, mas me pareceu tímido – como assumiu em uma de suas passagens. Pouco importa. Com qual facilidade me faz rir e às vezes querer chorar.
Abaixo vídeo com a história de um dos personagens mais famosos de Jessier: Mané Cabelim. Vale pelo áudio. Divirtam-se.
Num evento com o porte da Bienal é imprescindível a pronúncia de uma palavrinha mágica chamada acessibilidade. E é lógico que eu gostei de vê-la, em letras garrafais, chamando atenção no estande do Ministério da Educação, que até quarta-feira (4) ficará sob os cuidados do atencioso Ricardo.
Ótima oportunidade para conhecer uma coleção de livros em Braile, para deficientes visuais, e um dicionário em Libras, a língua brasileira dos sinais, para deficientes auditivos. Esse segundo, eu, particularmente, não conhecia e achei um barato!
Vale à pena conferir e enaltecer essa tentativa de tornar a educação um bem comum a todos. Afinal, são nossas diferenças que nos fazem iguais.
E por falar em tamanho, uma das primeiras atrações quando o visitante adentra o espaço da Bienal é uma mega-versão de O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, a maior do mundo, já confirmada pelo Guinness Book, o livro dos recordes. O exemplar de 1,54 metro de largura e 250 quilos faz a alegria da criançada. De todas as idades, claro.
Conhecer e poder interagir com o conhecimento: tem coisa melhor? Quem for visitar o espaço da Bienal vai ter a oportunidade de testar aquilo que aprendeu ao longo da vida através dos gigantes caça-palavra e a maior palavra cruzada do mundo. Adultos se divertem como criança!
A Gianina é mãe da Alicia e uma grande incentivadora do hábito de ler que, segundo ela, é de toda a família. Eu encontrei com essas duas figuras especiais nos corredores da Bienal e não pude deixar de lhes abordar para uma breve, mas feliz, conversa. Acompanhem, vocês vão gostar.
É perceptível a atenção da organização da Bienal com as crianças esse ano. Os pequeninos têm a opção de ver seus personagens preferidos perambulando pelos corredores, entrar em contato com material didático, livros, brinquedos educativos, atividades etc. Tudo fica bem visível e ao alcance das mãos deles.
Esse cuidado especial acaba sendo bom para quem veio ao evento com o intuito de atrair o público infantil, como é o caso da Dane, da empresa paulista Jodane Livros e Fantoches. O trabalho dela, que confecciona fantoches e dedoches, depende, porém, de um elemento fundamental: o contador de história que deve existir nos pais e/ou responsáveis das crianças. No vídeo abaixo ela toca no assunto a sua maneira. Veja:
Informações sobre os produtos da Jodane Livros e Fantoches no: www.jodane.com ou na Bienal. Visite!
*Os Áudio-posts ficam arquivados na parte inferior do blog.
Déjà Vu? Incentivo à Leitura
Um comercial de TV voltado para a arrecadação de fundos para compra de livros nos EUA, simplesmente genial!
Você lê livros:
Resultado das enquetes anteriores
Para você, o pedófilo é:
Dos 15 votantes, 60% consideram o pedófilo criminoso e doente.
Qual sua opinião sobre os Movimentos Sem Terra?
Dos 15 votantes, 33%são contra e também 33% não têm opinião formada.
Continuem votando nas enquetes. Obrigada!
Blogar é preciso!
O blog Mala Jornalística existe desde 2008 como um espaço para a discussão de fatos recentes, noticiados pela imprensa em geral, de forma crítica. Não apenas direcionada aos jornalistas, a página é um convite para quem deseja aliviar o peso de carregar o mundo inteiro nas costas, como uma imensa bagagem.
A imagem em destaque no blog é da fotógrafa Manuela Vaz e foi retirada do site 1000imagens.
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“Não tenho medo de Governo, não puxo saco de Governo” Deputado estadual Antonio Albuquerque (PT do B) em sessão que discutiu reestruturação do sistema previdenciário,na Gazetaweb.
Em 29 de outubro de 2009.
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Falaram no Brasil
"Nosso orçamento vem apenas da publicidade, não temos Baú da Felicidade ou Igreja Universal" William Bonner, ou @relawbonner, editor-chefe do Jornal Nacional, em palestra na UnB.
Em 05 de outubro de 2009.
Arquivo de voz 2
Afirmaram no mundo
"O Deus da Bíblia é vingativo, rancoroso, má pessoa e não é confiável" José Saramago e mais declarações polêmicas, desta vez, em razão de seu recente livro "Caim", na Folha.