terça-feira, junho 09, 2009

Jornalismo voando em círculos



Ao acordar nesta segunda-feira (1), todos devem ter se deparado com a notícia de que um avião da Air France – que ia do Rio de Janeiro a Paris – com 228 pessoas a bordo, sumiu dos radares durante a madrugada. Pois bem, é provável que iremos testemunhar mais uma grande tragédia da aviação, embora ainda não se tenha confirmação, só especulação, sobre a possível queda da aeronave.

Agora observem como a imprensa se comporta frente notícias assim – principalmente em se tratando de televisão. Desde as primeiras horas do dia acompanho o caso, agora sem tanta assiduidade, em diversas emissoras. Na verdade, não há segurança no que se fala, especula-se sem parar, levam-se boatos a cargo de notícias, toma-se base em ‘achismos’ de apresentadores ou jornalistas em polvorosa pelo furo. Um desastre, além do aéreo!

E olha que não é a primeira vez que ponho em cheque essa ‘mania’ do jornalismo: noticiar e noticiar, sem informar muito. O que está se repetindo neste caso recentíssimo, com informações ‘de última hora’ que já foram dadas desde o começo da manhã. É o acontecimento explorado até onde não há profundidade para tanto.

Em momentos assim eu ainda prefiro a sobriedade dos sites, já que eles dão aos espectadores a possibilidade de ler a informação que querem, escolhendo os links que lhe parecem mais precisos – mesmo insistindo a apelação, que não é um pecado no jornalismo, diga-se de passagem. Melhor do que ter de ficar ouvindo a verborragia jornalística que fala, fala e não diz. E tenho dito!

(Original publicado em 01.06.009)

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