
Um boa nova para os jornalistas é a chegada, em breve, do portal de notícias da Record batizado, inicialmente, de R7. Qualquer semelhança com o G1 não é mera coincidência, evidentemente. As primeiras informações indicam que o site vai funcionar com cerca de 150 profissionais do jornalismo – alguns deles de alto garbo e gabarito, como não poderia deixar de ser – e tem estreia prevista para o terceiro trimestre do ano.
É claro que eu não faria um post inteiro como propaganda institucional de uma organização a qual nem pertenço. A novidade é um mote para a discussão muito puxada nas ruas: a Record vai tirar a hegemonia da Globo? Bem, acredito que isso está acontecendo, de forma paulatina ainda, mas a verdade é que a emissora do finado Roberto Marinho já tem a quem temer em se tratando de audiência. Não que o canal do bispo tenha mais a oferecer – aliás, a finalidade da disputa parece ser ofertar a mesma coisa ou como diria o matuto ‘trocar seis por meia dúzia’. E é justamente neste ponto que queria chegar.
As pessoas se preocupam demais em avaliar a superioridade da audiência (em pontos de ibope) de uma sobre a outra e o tema polêmico parece ofuscar o básico: a qualidade da programação desses dois canais, praticamente, inexiste – embora tecnicamente dêem show, por possuírem os melhores equipamentos e pessoal; a Globo ainda com alguma vantagem no quesito. Nas opiniões expressas, o maior trunfo destacado pelos telespectadores da Record é ela já estar atingindo os índices da concorrente e eu fico enlouquecida com o fato de não avaliarem que isso é péssimo: Faustão, Eliana, Big Brother, A Fazenda, Luciano Huck, Rodrigo Faro, Ana Maria Braga, Ana Hickman – a visão do inferno, como diria um amigo meu desbocado. O jornalismo, minimalista e tendencioso dos dois lados, pode-se dizer, é o que há de melhor – mesmo nivelando por baixo e alcançando o propósito de aumentar a informação e diminuir a reflexão.
O R7 vem aí, com toda a pompa de uma super produção, suponho. O novo portal poderia trazer o indicativo de que as coisas estão mudando, de que existe vida inteligente além do controle remoto, mas duvido que repare a mesmice intelectual do via mídia. Recorrendo à memória televisiva, era o Velho Guerreiro quem dizia, mas desde antes do Chacrinha nada se cria, tudo se copia.
Imagem: Google Imagens.
Isolda diz: Oi povo! A partir de agora vou utilizar o recurso 'enquete' todas as semanas, relacionado diretamente com assunto do post. Cada uma terá a duração do próprio texto - sendo substituida por uma nova assim que o blog for atualizado. Colaborem com as respostas, pois eu adoro saber a opinião de vocês. Bom começo de semana para todos.
É claro que eu não faria um post inteiro como propaganda institucional de uma organização a qual nem pertenço. A novidade é um mote para a discussão muito puxada nas ruas: a Record vai tirar a hegemonia da Globo? Bem, acredito que isso está acontecendo, de forma paulatina ainda, mas a verdade é que a emissora do finado Roberto Marinho já tem a quem temer em se tratando de audiência. Não que o canal do bispo tenha mais a oferecer – aliás, a finalidade da disputa parece ser ofertar a mesma coisa ou como diria o matuto ‘trocar seis por meia dúzia’. E é justamente neste ponto que queria chegar.
As pessoas se preocupam demais em avaliar a superioridade da audiência (em pontos de ibope) de uma sobre a outra e o tema polêmico parece ofuscar o básico: a qualidade da programação desses dois canais, praticamente, inexiste – embora tecnicamente dêem show, por possuírem os melhores equipamentos e pessoal; a Globo ainda com alguma vantagem no quesito. Nas opiniões expressas, o maior trunfo destacado pelos telespectadores da Record é ela já estar atingindo os índices da concorrente e eu fico enlouquecida com o fato de não avaliarem que isso é péssimo: Faustão, Eliana, Big Brother, A Fazenda, Luciano Huck, Rodrigo Faro, Ana Maria Braga, Ana Hickman – a visão do inferno, como diria um amigo meu desbocado. O jornalismo, minimalista e tendencioso dos dois lados, pode-se dizer, é o que há de melhor – mesmo nivelando por baixo e alcançando o propósito de aumentar a informação e diminuir a reflexão.
O R7 vem aí, com toda a pompa de uma super produção, suponho. O novo portal poderia trazer o indicativo de que as coisas estão mudando, de que existe vida inteligente além do controle remoto, mas duvido que repare a mesmice intelectual do via mídia. Recorrendo à memória televisiva, era o Velho Guerreiro quem dizia, mas desde antes do Chacrinha nada se cria, tudo se copia.
Imagem: Google Imagens.
9 comentários:
Rapaz fico doido com a Recrod. Daqui uns dias vai mudar o nome para Rede Record Globo de Televisão. Mas é isso mesmo. Estão atendendo ao mercado. A demanda da população. Coisa que a globo soube identificar ou incrustar na mente dos brasileiros. Ah! gosto de alguns programas jornalísticos da record como o Repórter Recor com Roberto Cabrini.
Bjkos
É verdade Isolda. Nada se cria mesmo!!! O melhor exemplo é o novo programa de esportes da Record... além de ser a cópia do Esporte Espetacular em conteúdo, não tiveram nem a criatividade de colocar um nome original e foram logo copiando... Esporte Fantástico (que ainda faz alusão a um outro programa da Globo). É, parece mesmo que essas emissoras (leia-se quem está por tráz delas), não acreditam na existência de um ser pensante atrás do controle-remoto. Onde vamos parar?!
A vida inteligente na tevê sobrevive capengamente na canal fechado - e até que bem - na internet. Maso canal aberto é entretenimento pão e circo e ponto. bom post, IS, beijos linda
Concordo plenamente com o post e fico satisfeito em saber que mais pessoas pensam dessa forma - há os que acreditam no fim do monopólio, que enm termos de conteúdo está longe de ocorrer.
Só fiquei curioso porque escolheram o número 7, alguma relação com alguma coisa da Bíblia?
A Record é a cópia bizarra da Globo. Parabéns pelo texto! Bjs
Olá, pessoal!
Fico feliz com a presença de todos vocês. A cada comentário novo, vejo que meus posts estão atingindo o objetivo de abrir um diálogo.
Sobre a questão levantada pelo Anderson, em relação ao nome R7 para o portal da Record, encontrei algumas definições bizarras na internet. A mais lógica delas é: R, de Record (como já estava evidente) e 7, que simbolizaria os sete dias da semana.
Mas a verdade explicita mesmo é que, fora de significações maiores, R7 é apenas mais uma forçosa maneira de se aproximar do termo G1. Não acham?!
Abraço.
Isolda.
Pois é, e quem disse que a cópia resolve tudo? Eu acho que a Record não superará totalmente a Globo, porque a sensação de quem assiste é a de estar vendo o mesmo filme de novo, só que com atores coadjuvantes (= aqueles que a Globo colocou na geladeira...)
G1 ou G7, seja lá o nome que se dê, o fato é que tanto uma quanto a outra se equivalem na mediocridade. Elas apenas refletem o público a que se dirigem. Nada mais. Abraço fraterno, saúde e paz.
Adorei mais essa da Record,parabéns
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