terça-feira, outubro 20, 2009

Desculpem a poeira!

Diante de dez dias sem atualizar o blog – e mais alguns sem postar com profundidade – eis que dirijo aos leitores do Mala Jornalística (seis? sete?) um descarado pedido de desculpas. Como quem derrubou algo da prateleira, mas já pôs no lugar. Talvez eu esteja desestimulada a escrever jornalisticamente ou talvez não seja mais jornalista. Nem sei, vou pensar outra hora. Coisas assim passam.

Os crimes ainda me chamam atenção. Vejo essa violência toda no Rio de Janeiro, com bandidos abatendo helicóptero de polícia e matando policiais, policias matando civis e listando todos como traficantes. É mais do que triste, é extremo. E não estou preocupada com a pressão que o Rio, no ápice do encantamento com as Olimpíadas de 2016, possa estar sofrendo ou virá a sofrer internacionalmente. Preocupa mais a vida dos cariocas que, por extensão, é a vida de um povo, o brasileiro.

Em Alagoas tudo vai mal também. Temos nossos terrores, a diferença é que dificilmente eles vão parar no Jornal Nacional. A violência grita e as pessoas fecham as portas para que o barulho não ecoe dentro de suas casas. No mais, vão tocando a vida como se nada acontecesse até que aconteça, de fato, com um parente, um amigo, um vizinho. Fora dessas circunstâncias, pouco é feito ou nada para que a situação mude. O mais instintivo no “sistema democrático de direito” continua a ser apontar a responsabilidade dos políticos – que têm culpa no cartório, sim senhor! – como se fosse impossível buscar caminhos complementares. Ah, e não me acusem de defender o neoliberalismo; neoliberais têm dinheiro suficiente para os melhores advogados, sou apenas uma jornalista. Ou não. Fiquei de pensar, lembram?

O que defendo é a exclusão da inércia, o desligamento do mp3 social para que se possam ouvir os barulhos do mundo, feios como eles são e com toda disritmia. Afinal, torna-se cada vez mais chata essa história de acusar o “outro” de tudo o quando é possível e imaginável e não enxergar que estamos virando farinha do mesmo saco, pois – acreditem ou não – em sociedade os outros somos nós.

Imagem: Google Imagens.

3 comentários:

Jamylle Bezerra disse...

É mesmo de entristecer essa violência que acaba com vidas e transforma as vidas que restam em verdadeiros "infernos". Sinceramente não sei se ainda há solução para esse problema... e se houver, temos que correr para encontrá-la, antes que seja tarde demais.

PS.: jornalista sim dona Isolda!!!

Clauderlan Vilela disse...

Acabei de postar um texto em meu blog. Queria que fosse algo engraçado, algo que entretesse... Contudo, mais uma vez escrevi sobre a dura realidade do cotidiano. Então segui os links para os blogs de minhas colegas (Jamylle e Isolda), duas das poucas pessoas que passam pelas minhas palavras... E encontrei mais desabafos, se vocês me permitem a ousadia... Pois é. Espero que já não seja tarde demais.

Tathy Panziera disse...

Sou a terceira visitante frequente!
Aeeee \o/

Olha concordo com a ideia de parar de sentar no galho, pra esconder o rabo e apontar o dos outros. Entende?
[Sou péssima em metáforas]

O que mais me chamou a atenção foi o desestímulo com o jornalismo, tomara que seja momentâneo mesmo.

;)