quarta-feira, dezembro 02, 2009

Já vai tarde, ano velho!

Existe coisa pior do que fim de ano – compras de última hora, shoppings lotados, Simone cantando ‘Então é Natal’ nas lojas de departamento, amigo secreto, 13º comprometido etc.? Existe: o jornalismo de fim de ano. Nem adianta esperar pelo novo; as reportagens do preço da ceia, dos presentes trocados, das vagas de emprego temporário, das simpatias (desde pular ondinhas à cor da calcinha) e, por fim, a ‘bendita’ retrospectiva televisiva estarão cada qual em sua mídia ideal ou em várias delas.

Particularmente acho essas coisas todas de uma monotonia sem tamanho, mas é certo que eu mesma desenvolverei pautas a respeito, irei a campo para reportagens do gênero e deitarei a cabeça à noite no travesseiro com aquela sensação de missão cumprida. Jornalismo é mais ou menos isso e a gente acaba se encantando do que não tem encanto algum. Claro que idealizo um final de ano onde as matérias produzidas mirem o que vem e não o que foi, embora seja visível a inclinação de qualquer um pelo que passou e jamais voltará; e tal sentimento, sem dúvida, é esmagador sobre meus idealismos.

Não que eu seja pessimista, só penso que a realidade é algo bem didático e podemos aprender com ela de maneira mais útil, menos fútil. Por exemplo, minha grande vontade para o 25 de dezembro é escrever sobre o Natal das pessoas que não têm comida no prato para comer ou oferecer aos seus. No dia 1° de janeiro revelar a rotina de quem passa pela vida sem contar os dias, ou porque eles parecem iguais ou porque são iguais mesmo. Numa redação isso pode soar pesado, desesperançoso. Num blog não. É por essas e outras que adoro blogar, ainda quando deixo a desejar no quesito periodicidade.

Por fim, espero que tenham todos um dezembro tranquilo, a intenção de um 2010 promissor, com muitos planos e muitas realizações. E que se estiverem em casa, enquanto a maioria comemora mundo afora, ao menos desliguem a televisão, ouçam uma música dessas atemporais capaz de arrancar um sorriso de canto de boca, uma passagem secreta e boa. Pode ser uma do Belchior que diz “o passado é uma roupa que não nos serve mais”.
Pessoal, tem enquete aí do lado. Acho que não está cedo para levantar a temática. Ou está? (Risos) Bons dias para todos.
Imagem: Benjamin Feliz.

4 comentários:

José Glaydson disse...

Querida Isolda

Sobre as datas Natal e Reveillon, eu tenho sempre a sensação de mesmice em vários sentidos: o que dizer as pessoas, o que devemos sentir, o que devemos comer, o que devemos comprar, enfim... a lista seria enorme se continuasse. E por mais que viaje para outra cidade, por exemplo, encontrarei também lá, esses comportamentos que, inclusive, estão em mim também. E, para não fugir do habitual, os meus sinceros votos de um Fim de Ano Alegre e Próspero pra Você.
Um beijo!
José Glaydson

Fabiana disse...

Isolda, realmente as mesmices nos noticiários é muito chato. Por isso que não assisto mais nada e filtro bem o que leio na net!
Mas fim de ano é a mesma coisa, como o carnaval, o são joão, a páscoa, são festividades que não saem da mesmice, pela cultura mesmo!
O que eu gosto das festividades de fim de ano é o encontro da família, todos reunidos, acho isso muito legal!
Sair pra fazer compras não me pertence, ODEIO fazer compras nessa época, então não compro, não compro mesmo! Não gosto desse consumismo desenfreado que nos pinta por ai!

Vc terminou seu texto nos desejando um dezembro tranquilo, um ano novo promissor: vai postar mais nada esse ano não é?

Aguardo mais textos!

Beijocas!

Jamylle Bezerra disse...

Concordo contigo Isolda. Certas datas são mesmo repetitivas no jornalismo. Nos acostumamos assim.

Também tenho adorado blogar por isso: dizer e fazer o que vier na telha, fugir do convencional, falar de futebol, de moda e de amor ao mesmo tempo!

Beijos

Anônimo disse...

A todo mundo do "MALA"
Deixo um abraço estupendo,
Com voto que o ano novo
Que em breve estaremos vendo,
Traga tudo o que faltou
No ano que está morrendo.