segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Tá tudo dominado?

Ah, a política. Todos sabem que ela não é uma ciência exata, mas a cada dois anos as pesquisas de intenção e as convenções na calada da noite assumem o formato de coisa absoluta. É fevereiro ainda, o carnaval nem passou, e há quem diga que já é final do segundo tempo; está tudo resolvido, tudo definido, noticiam os sites, os blogs, os jornais de papel.

Em Alagoas, os caciques da política local (que são também figurões no cenário nacional) já decidiram o melhor candidato ao governo: um senhor que já ocupou o cargo outras vezes. Bem, pode ser que ele não seja o melhor para a população, apenas o mais conveniente dentro da concepção de frentões, chapões ou qualquer desses aumentativos à moda da casa. Além do mais, quem quer saber de população uma hora dessas?! Os interesses dela não estão em jogo num primeiro momento e talvez jamais entrem em campo – metaforizo.

O “candidato do povo”, a quem sempre costumam fazer referência, está fora do páreo; é o que dizem os entendidos, eu apenas repito. E olha que o homem tem a faca e o queijo na mão, entretanto, lhe falta o prestígio político. Para os poderosos chefões – ou para um poderoso chefão em especial – não passa de um moleque, moleque. E seria burrice entregar o governo nas mãos de um menino quando existem tantos “homens feitos” por perto.

A eleição deste ano em Alagoas está clara assim, mesmo que nomes não sejam citados explicitamente. Apesar dos estardalhaços jornalísticos, no geral é tudo bem monótono e cansa, pela repetição. Como eu entendo as pessoas que detestam política...

5 comentários:

Jamylle Bezerra disse...

Política é um bicho complicado mesmo. União e desunião: palavras de ordem.

Beijos

Rafael Belo disse...

É o melhor definição de caos. E, "como não entendê-las?" ehhe beijos Is querida. Where are youuuu?

pccomando águia dourada disse...

Tempos modernos. Houve época em que político era intocável.
Os mitos se foram. A imprensa está vigilante, a sociedade mais atenta.
Abraços. Aparecida

Anônimo disse...

Isolda, a politicagem
Que enterra a pátria da gente
é composta por moleques,
E quem disser diferente
Talvez integre a patota
Sem nada ter de inocente.

Mauricio Aquino disse...

pena que você já sinta isso... é sinal que nada mudou.