segunda-feira, janeiro 10, 2011

O que querem vocês?

O que eu tenho a dizer aqui é bem simples e talvez se traduza num texto curto e corrido, como é – pelo menos em conceito – a própria internet. Vem de uma observação cotidiana, com base em nenhum estudo científico, por enquanto, mas me chama a atenção todas as vezes que acesso um site qualquer que venda webjornalismo como produto principal. Estou falando do interesse dos leitores online.

Quando futuco sites diversos e vejo que as notícias mais acessadas – expostas em rankings, como numa competição – são predominantemente entretenimento (fofocas, telenovelas, flagras, reality shows e afins), desembesto a me perguntar: afinal, o que desejam os webleitores? Fique bem claro que não falo de leitores quaisquer, e sim de gente que, acessando um site de notícias, presume-se, está em busca de informação. E, pelamordideus, sei que o fato não deixa de ser notícia por estar na seção de entretenimento. Mas seria o caso do jornalismo na internet se resumir a um gigantesco colunismo social online? Acho que não. Ou desejo, com alguma fé, que não seja.

Caso contrário, vou ter que admitir que a notícia (política, econômica, cultural, utilidade pública etc.) é o subproduto do webjornalismo. E isso, pelo menos para mim, seria trágico. Para alguns colegas de profissão também, presumo. É claro que minha indignação e meus conceitos não respondem ainda a questão inicial deste post: o que querem os webleitores? Talvez um jornalismo mais leve, mas não raso. Um modo de escrever mais despojado, mas não desajeitado e permissor. Disparo hipóteses sem fim para ver se salvo seus pescoços.

Ou será que a internet não foge – e, portanto, para o jornalismo não é absolutamente revolucionária – à regra dos informativos tradicionais: em que a notícia “séria” é interesse de poucos? Com a palavra: meus webleitores.

Imagem: Print Screen do site Gazetaweb em 5 de janeiro de 2011.

Um comentário:

Salomão Miranda disse...

Também sem ter nenhuma base científica, ainda acho que é isso mesmo que vc está pensando. As notícias de política, economia, cultura, utilidade pública, etc., são as que despertam interesse num menor número de pessoas.

A internet é um campo vastíssimo para se deleitar vendo fotos de celebridades e notícias furadas, como o casal X namorando na praia Y.

Assim, o webjornalismo atrai a mesma audiência que assiste ao Jornal Nacional e fica reparando na roupa da Fátima.

Se as pessoas são medíocres, procurarão mediocridades na internet. O webjornalismo não foge à regra.