segunda-feira, março 14, 2011

G1: sem comentários

Há algum tempo – muito tempo, aliás – fiquei de escrever algo sobre a impossibilidade de inserir comentários às notícias produzidas pelo site carro-chefe das Organizações Globo, o G1. De modo que foram se passando os dias e o tal texto nunca saiu, aí esqueci a ideia.

Qual não foi minha surpresa ao relembrar isso e, acessando cuidadosamente o portal, ver, ainda que escondido, um formulário de comentários para determinadas notícias. Não sei se você já viu ou comentou, pois realmente é muito recatado. Se meu questionamento anterior era “por que não permitir os comentários?”, o atual passou a ser “por que reservar a eles um local tão discreto?”. Sei não. Parece que quero responder, a mim mesma, que o G1 não deseja se abrir ao diálogo com o leitor. Mas isso é apenas uma hipótese sem crivo científico ou fins lucrativos.

O site do jornal O Globo, do mesmo grupo, por outro lado, permite, e não é de hoje, os comentários, eventualmente destacados abaixo dos títulos e subtítulos de suas reportagens. Um lugar privilegiado, diga-se. É caso recorrente notícias terem centenas e mais centenas de opiniões que podem enriquecer o entendimento das situações, sim. Por que não? Acredito (sempre acreditei) que mesmo alguns comentários rejeitados pelos moderadores têm o poder de ajudar a melhorar as publicações em termos de jornalismo. O leitor, como uma bússola, às vezes indica por onde ir, o que é interessante ler, abordar. Algo que não deveria jamais ser desprezado, apesar dos egos petrificados da profissão.

Minha dica para qualquer um e para mim é um exercício simples: comente aquilo que lhe inquieta. Por mais que passe pela cabeça o pensamento de que não adianta – e pode não adiantar mesmo. Mas tente. Deixe-se notar não para parecer inteligente, contextualizado, persuasivo. É pelo simples fato de você ter opinião e insistir no direito de tê-la.

Imagem: Google Imagens.

2 comentários:

marinajsh disse...

É! Concordo plenamente.Como é interessante termos opinião, é uma forma de estarmos pensando, observando, participando pelo menos do nosso círculo, do que nós alcançamos, ou enxergamos o que não devemos é impor a nossa opinião, afinal somos livre... e , ao meu ver, ninguém é dono da verdade, as coisas mudam rapidamente, a verdade de hoje não é mesma verdade amanhã, e por aí vai...
Bjs, querida.

Rafael Belo disse...

Quem somos sem opiniõs, alé do silêncio incômodo? boa Is, gostei muito beijos e saudades