terça-feira, maio 03, 2011

Osama morto


Lendo todas essas notícias sobre a morte de Osama Bin Laden, acabei lembrando o caso da brasileira Eliza Samudio, supostamente assassinada pelo ex-goleiro do Flamengo, Bruno. O crime, ainda hoje, é uma suposição por falta do corpo da provável vítima.

É claro que as pessoas querem ver Bin Laden morto. Existe sadismo nisso tudo, sim, mas o grosso da história é que ninguém está acostumado a crer na morte, verdadeiramente, sem a presença de um defunto à sua frente – nem que seja por fotografia divulgada na imprensa mundial, nem que esteja cheirando mal. Todo mundo é como São Tomé. Ou não é?

Ninguém quer saber se o líder da Al-Qaeda teve o corpo velado conforme os preceitos do Islã e, envolto em um tecido branco, foi atirado ao mar. Não são essas as coisas em que se precisa acreditar. Querem a cabeça do Bin Laden em praça pública. E praça pública, para os tempos modernos, são os jornais, os sites, as revistas etc.

Sensacionalismo ou não, parece que palavras sozinhas não detêm o poder do convencimento. Nem que saiam da boca de um presidente norte-americano. Dizer o contrário é coisa de jornalismo capenga, camarada! Por isso, viro uma leoa se ouço a pergunta “ele só fotografa?”, quando tenho um baita repórter fotográfico ao lado. Fotografia, há quem não saiba: na maioria das vezes, é a coisa mais parecida com a realidade.


2 comentários:

Jamylle Bezerra disse...

Concordo plenamente Isolda e assim como todo mundo, só acredito vendo!

Rafael Belo disse...

Só acredito vendo! Só não acredito no que nso transformamos. Celebramos a morte matam oa democracia, uma morte não justifica outra (s), aliás taç ato s´oajuda a pregação de anteolhos da qual acreditava Bin Laden e novos Bin Ladens virão e já estão por aí, 'justificados', bel ote xto is saudades