terça-feira, setembro 27, 2011

A sociedade do espetáculo* e seu público faminto

No Fantástico do último domingo (25) acompanhei um trecho de recente videoclipe da cantora Marisa Monte. Prestes a lançar novo trabalho, Marisa convidou o campeão de MMA, Anderson Silva, para fazer par com ela numa dança. Achei os movimentos bonitos, inusitados, uma união de contrários, quem sabe, proposital: raças, gêneros e formas físicas.

Engatei, com meu companheiro ao lado, uma conversa sobre essa mulher, Marisa Monte, que é célebre como poucos, e como quase nada sabemos sobre sua vida pessoal. Não sabemos, em suma, porque não importa. Pelo menos não deveria importar. Vi sua vida noticiada, mexida, quando nasceram os dois filhos, somente. Isso há anos.

Apenas dois dias depois, acesso sites e vejo uma imagem que me incomoda, pela invasão. Da atriz Vera Fischer saindo de uma clínica de reabilitação depois de meses internada. As fotos são cruas, invasivas, de uma mulher de quase 60 anos sendo exposta do alto de suas vicissitudes. Acho tudo isso constrangedor para quem lê e para quem se vê estampado nas capas de revistas ou nos endereços virtuais. Com Fábio Assunção ocorreu o mesmo. Nem o almoço de final de semana do Gianecchini careca e com câncer é perdoado. Mas há público. Há público.

*DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1977.
Imagem do Post: Google Imagens.

Um comentário:

Rafael Belo disse...

verdade!é verdade! Muito boa Marisa! Bem invasiva a mídia! Você citou exemplos amenos comparado ao que fizeram com o mago Valdívia do Palmeiras. Um """"""jornalista""""""
fotografou o jogador na noite com outra mulher e o chantageou tentando vender as fotos, depois as vendeu para toda mídia. Isso sim é ultrapassar os limites aff