quinta-feira, novembro 24, 2011

Papai Noel dos Correios: doe mais do que opinião


Eu sei que muita gente acha supérflua a doação de brinquedos no Natal. “Criança carente precisa de comida, roupa, livro” é dos argumentos mais usados. É claro que crianças e adultos pobres têm necessidade mais urgente de que um presente no final do ano. Mas, e a magia da infância, deve-se perder? Mesmo quando a oportunidade para que se viva isso apareça só uma vez no ano, duas no máximo? E me entristece também perceber que a maioria dos que reclamam não doa presente, mantimentos, nada. Doa apenas opinião.

Ontem, enquanto esperava retirar uma encomenda numa agência dos Correios – da Rua do Sol, centro de Maceió – decidi escolher uma cartinha da campanha Papai Noel dos Correios 2011, que reúne correspondências enviadas por crianças ou seus familiares ao Bom Velhinho. Ao ler aqueles relatos todos, tive um misto de emoções: ora queria rir, e ria; ora desejava chorar e só não chorava por estar em um local público.

Tive vontade de adotar quase tudo o que li, um devaneio. No final das contas, escolhi contemplar duas crianças e seus pedidos singelos. Não resisto a sorrisos de crianças e mesmo que eu não as veja quando os presentes chegarem até suas casas, posso imaginá-las sorrindo. Só isso já me faz feliz.

Quem preferir, pode adotar um pedido de criança também nas árvores do Maceió Shopping, em Mangabeiras. Ou inventar uma maneira própria de colaborar.

2 comentários:

Rafael Belo disse...

Doa opnião é fácil e não exige envolvimento. Via a magia ainda viva da infância! muito bom querida IS!

O Divã Dellas disse...

Menina, nós (eu, mainha e minha irmã) fazemos isso há anos... Cada ano q passa vamos ficando mais craques e empolgadas na arte de presentear.

Na primeira vez que fomos passamos perreguens dos bons (e dos ruins tb), levamos "só" o que era pedido na cartinha e chegando lá vimos que a maioria das crianças que pediram presentes tinham irmãos e não disseram isso na carta. Dar presente a uma criança e deixar a outra sem é um tortura pra todo mundo, né?

Pois bem, aprendemos! Mainha pega em torno de 5 cartas e esse ano levamos mais de 30 presentes.

Compramos tb livros educativos e divertidos. (incentivar a leitura desde cedo é um presentão)

Devido a recorrência de pedidos de material escolar, faz uns três anos que incluimos isso na lista.
Fazemos vários Kits e distribuimos pra quem pediu e pras outras crianças que se aproximam. Kit básico, com lápis, caderno, caneta, borracha, apontado, régua, essas coisas...

Outra coisa que aprendemos: Só pegamos cartinhas do mesmo bairro pra evitar o transtorno do primeiro ano que adentramos a noite em terras desconhecidas procurando casas em ruas sem condição de passar moto quem dirás carro.

E por fim, de uma coisa não abrimos mão, vamos pessoalmente entregar o presente. Nada paga a alegria de ver uma criança sorrir, nada paga a sensação boa de receber um abraço e ouvir: "obrigada, tia!"

Ah, Isolda... Cada ano que passa a conta aumenta mais, mainha disse que não me chama mais pra ir às compras eu me empolgo muito. Dividimos em suaves prestações no cartão e passamos meses pagando, mas eu te digo com sinceridade: Fazer o bem traz uma sensação tão gostosa que nem importa o quanto tenhamos q pagar, temos a certeza de vale à pena.

Beijos e feliz ano novo!!!